Esse é um filme que se vende pela temática homossexual, mas para mim é bem mais forte na questão de relacionamento entre pai e filho. É um filme que trata de muitos temas polêmicos: tem como protagonista um homossexual, fala sobre relacionamentos a distância, sobre a transsexualidade, sobre aborto e sobre violência de gênero. Porém sem se aprofundar muito em nenhum desses temas.
Dos temas que citei, o que mais é aprofundado é o da homossexualidade, entrando um pouco na parte de agressão gratuita aos homossexuais. A beleza do filme está no tratamento que dá à paternidade e ao esforço de um pai para reforçar os laços e recuperar o carinho do filho, mesmo vivendo um momento completamente conturbado.
Foi o primeiro venezuelano que assisti. Não achei surpreendente. É um filme muito bom, desconstrói algumas (não todas, só algumas) ideias preconceituosas com um pouco de bom humor, mas não foge muito dos clichês cinematográficos.
No mais, é um filme bem simples.Gostei de ter assistido e de ver que há uma visibilidade a homossexualidade em outros países latino americanos (aqui no blog o tema já apareceu algumas vezes em Contracorriente, Plata quemada, Fresa y chocolate e um pouco menos explícito em Miss Tacurembó e Y tu mamá también), mas esse longa me deixou com a triste impressão de que a Venezuela é um país ainda bastante homofóbico. Também é triste ver que, em todos esses filmes, só aparecem homossexuais homens. Ainda não encontrei filmes que abordassem a temática lésbica.
Na verdade, os acontecimentos do filme relacionados à homossexualidade são todos um pouco melancólicos. No começo parece que vai ser um filme de amor e, de uma hora para outra, tudo começa a desandar. Gostei muito da introdução com a dança e o parto. Foi uma forma bela e simples de apresentar as personagens.


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