sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Como agua para chocolate (México, 1992)

Como Água Para Chocolate é um filme mexicano dirigido por Alfonso Arau e escrito por Laura Esquivel, autora de um livro homônimo que foi grande sucesso no México. Não imagino como o romance possa ser, mas o filme é simplesmente excelente. Uma história que ficou tão perfeitamente adaptada para a linguagem cinematográfica que fica até difícil acreditar que tenha sido pensada para outra plataforma.
Existe toda uma relação especial da protagonista com a culinária e a cozinha em geral, mas mesmo assim até agora eu não consegui sacar de qual é a do nome do filme. Talvez seja alguma expressão da língua espanhola que eu não conheço. Para mim ficou parecendo um título ruim para um filme tão bom.


A narradora conta história de sua tia-avó, Tita, que, por ser a mais nova das filhas de Elena, é obrigada a cuidar da mãe e não pode se casar. As duas atrizes, Lumi Cavazos no papel de Tita e Regina Torné no papel de Elena, encarnam muito bem os sentimentos de repressão, medo, solidão e melancolia. Também destaco a atuação de Ada Carrasco, como Nacha, a empregada da cozinha que cria Tita. 
É um filme bastante dramático e emocional. Mostra o poder do desejo e os perigos de reprimi-lo. Mais uma vez, o cinema mexicano me surpreende em termos de inovações na linguagem. A introdução do filme já traz logo de cara uma quebra de quarta parede. E, durante o filme, muitas situações visualmente inusitadas tornam a experiência de assistir esse longa metragem mais prazerosa. Gostei muito das metáforas usadas para abordar a libertação sexual feminina, principalmente daquela que conta a história de Gertrudes, uma das irmãs de Tita.


Apesar de muito sofrimento, o filme traz várias mensagens de esperança e, principalmente, de força feminina. Mostra, sutilmente, como mulheres são criadas para não se darem bem umas com as outras, mas mostra, explicitamente, também como isso pode ser contornado e como a união feminina é poderosa. E esses não são os temas do filme.
Mesmo com todo esse empoderamento das mulheres, o filme ainda reforça a importância do amor Romântico e do casamento na nossa sociedade. Sempre falando sobre a importância do casamento com quem se ama, da maternidade e dos dotes caseiros (saber cozinhar, saber cuidar do lar etc.) para as mulheres. O que é compreensível por ser um que se passa no México dos anos 1920/1930. 
Está ficando cada vez mais difícil escolher qual dos filmes é o meu preferido do blog, mas garanto que esse entra na lista dos cinco melhores. Fiquei feliz, sorrindo à toa feito criança enquanto assistia. Recomendo muitíssimo! 


Bom, agora vamos a parte chata: ontem eu não postei. Na verdade, assisti esse filme ontem, mas acabei sem tempo. Não sei se falei aqui, mas fui furtada, então ontem fui resolver alguns problemas com documentos e bloquear meu chip de celular. No fim das contas ainda não consegui ficar livre de nenhum dos problemas e vou precisar correr atrás dessas coisas semana que vem de novo. 
Também comprei algumas roupas novas para trabalhar e gastei um grande tempo separando roupas para doar, já que quando entra alguma peça de roupa nova, eu sempre me desfaço de duas antigas.  
Enfim, foi um grande vacilo, perdão, mas para compensar vou postar sobre o filme de hoje amanhã e fazer um post extra no domingo. Espero que curtam.

Nenhum comentário:

Postar um comentário