Na verdade, essa é uma co-produção Argentina-Brasil, mas como todos os diálogos são em espanhol e a parte que se passa no Brasil é bem pouca, achei que valeria pra cá. O filme conta a história de Rimini, que se divorcia de Sofia depois de 12 anos e começa a fugir dela, ignorá-la. Enquanto isso, Sofia insiste em procurá-lo para dividir as fotos de casal dos dois entre eles, para que possam seguir em frente dividindo as lembranças, e não guardando tudo sozinha.
O filme é de Hector Babenco, argentino radicado no Brasil, e tem Gael García Bernal e Analía Couceyro no elenco. Engraçado que o primeiro ator repetido aqui foi o Bernal e não o Ricardo Darín. Bom, não tenho muito o que falar sobre esse filme, talvez ainda não tenha absorvido completamente, mas talvez eu simplesmente não tenha captado bem. É um filme que trata de memórias/lembranças, mas também de encarar o passado e sobre aceitar términos (tanto de relações, como de fases da vida, etc.).
O filme é um pouco longo, não chega a ser cansativo, mas dá para perceber que é demorado. Não é daqueles filmes longos que passam rápido, uma característica que eu gosto bastante. Senti falta de explorarem melhor a personagem de Couceyro, Sofia. Depois do divórcio, ela só aparece quando tenta se comunicar com Rimini, não sabemos o que ela faz, como está lidando. Podemos imaginar pelas reações que ela tem ao se encontrar com Rimini, mas não sabemos realmente. Isso incomoda um pouco porque parece que só a vida dele continuou após o término, mas talvez seja justamente essa a intenção ao omitir essas coisas. Se foi mesmo a intenção, foi bem sucedida. Mas continua a me incomodar o esterótipo de mulher emocional e presa que não consegue seguir em frente.
Enfim, o filme parece muito mais expor a fuga, mostrar como Rimini corre do passado e tem medo de encarar a separação. Também fala um pouco sobre lembranças e perda de memória, mas não se aprofunda muito nisso.
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