terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Joven y alocada (Chile, 2012)

Hoje eu trapaceei um pouquinho porque já tinha visto esse filme ano passado. Perdão, tive ensaio da minha colação de grau e acabei me enrolando um pouco. Eu escolhi porque sabia que tinha no Netflix e hoje eu não tive tempo de baixar nem pesquisar outros. É o primeiro filme chileno aqui no blog. Dirigido por Marialy Rivas, escrito por Camila Gutiérrez, María José Vieira-Gallo e Pedro Peirano. Mas com destaque para Gutiérrez, que, ao que me parece, é a inspiração para a protagonista e a história do filme (não consegui assistir o vídeo inteiro, mas rola essa entrevista aqui).


Alicia Rodríguez vive Daniela, uma adolescente de família evangélica muito conservadora. Em meio a descoberta de sua sexualidade, sem ter como conversar com sua família, Daniela começa a escrever um blog para falar sobre suas experiências e para poder ter com quem conversar sem ser reprimida. É um filme cheio de críticas às instituições também (como o Miss Tacurembó de ontem), mas muito mais voltado à religião evangélica. Ela estuda em uma escola muito conservadora também e o único apoio que encontra da família vem de uma tia que está morrendo de câncer. 


Gosto muito da maneira como a protagonista ironiza e desafia a igreja. Também é muito bom ver um filme com uma representação feminina que fale abertamente de sexo, piroca, siririca e afins. Aliás, o filme trata a masturbação feminina com uma naturalidade incrível. E olha que se passa num ambiente evangélico! 
Também gosto muito das intervenções gráficas que aparecem durante o filme inteiro. São imagens divertidas, femininas, sexuais e um tanto quanto pagãs (no sentido de serem imagens que brincam com figuras bíblicas). Gosto muito disso, é ousado, corajoso e direto. Deixa muito claro o posicionamento do filme quanto à religião e à sexualidade. 


Já acho muito bom assistir filmes com protagonistas mulheres. Nesse, a protagonista é mulher e bissexual. Achei isso muito interessante porque é muito raro ver representatividade bissexual na mídia por aqui. É bom desmistificar a ideia de que bissexualidade é sinônimo de indecisão. Mesmo esse não sendo o foco do filme, achei isso muito legal. 
No mais, não achei um filme ótimo, mas também não achei ruim. Não ficou cansativo em momento algum porque o choque de ver uma mulher falando tão natural abertamente de sexo conquista as pessoas, mas toda essa atmosfera religiosa me casa um pouco. Acho que é um filme inovador, criativo e muito sincero, mas não teve nada que realmente me prendeu.
Bom, sei que estou um pouco atrasada essa semana e acabei vendo um filme repetido, mas por não ser repetido aqui no blog deixei passar. Provavelmente ainda vou repetir algum país até o final da semana, mas estou querendo muito encontrar algo colombiano ou venezuelano para assistir. Também peguei o nome de um filme da Guatemala, mas é quase impossível de encontrar o filme em si. Vou continuar tentando.

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